Sabemos hoje que qualquer alteração do metabolismo pode impactar diretamente na nossa pele. Vamos a um exemplo prático: um paciente com anemia (deficiência de ferro) apresenta palidez de mucosa facilmente identificada. Já um paciente com deficiência de vitamina C apresenta sangramento gengival. Além disso, na síndrome metabólica, há liberação de mediadores inflamatórios e alterações hormonais que se refletem em manifestações cutâneas.
Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome metabólica descreve um conjunto de fatores de risco que se manifestam e aumentam as chances do paciente desenvolver doenças cardíacas, AVCs e diabetes. Existem ainda outras doenças relacionadas ao metabolismo que impactam a pele. São elas: dermatite atópica, psoríase, hidradenite supurativa e até alguns tipos de cânceres de pele, que estão relacionados a toda essa cascata inflamatória que o paciente com síndrome metabólica apresenta e que pode refletir no metabolismo cutâneo. Por isso, é tão importante estudar a associação entre o metabolismo do organismo e o metabolismo da pele. Podemos afirmar então que é uma via de mão dupla: o metabolismo impacta a pele e ela, por sua vez, também impacta o metabolismo.
Estudos vêm tentando entender como funciona essa relação. O que vem primeiro: síndrome metabólica ou psoríase?
Será que a inflamação da lesão cutânea pode desencadear a síndrome metabólica no paciente ou é a síndrome metabólica que desencadeia a psoríase? Esse é apenas um exemplo do que vem sendo estudado e que ainda é preciso entender quem vem primeiro. A relação entre a pele e o organismo é, sim, um fato. Por isso a importância de tratar um paciente que apresenta uma dermatose com estímulos à mudança de vida para um estilo mais saudável.
POR: Dra. Joise Wottrich
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