A intolerância à histamina não é uma alergia alimentar clássica. Ela está relacionada à incapacidade do corpo de quebrar adequadamente a histamina devido a uma deficiência ou disfunção na enzima chamada diamina oxidase (DAO), que é responsável por degradar a histamina no intestino. Quando a DAO não funciona adequadamente, a histamina ingerida ou produzida pelo corpo se acumula, levando a uma série de sintomas.
Conforme relatado por Schnedl e Enko (2021), a intolerância à histamina tem origem no trato gastrointestinal, sendo resultado de uma função inadequada da DAO, frequentemente agravada por inflamação intestinal ou doenças crônicas. Esse acúmulo de histamina, se não degradado adequadamente, desencadeia os sintomas.
Os sintomas da intolerância à histamina são amplos e variam de pessoa para pessoa. Eles podem ser confundidos com os de outras condições, como alergias, problemas gastrointestinais ou até mesmo reações a estresse. No entanto, os sintomas mais comuns incluem:
Esses sintomas podem se manifestar logo após a ingestão de alimentos ricos em histamina, como queijos envelhecidos, embutidos, vinhos, peixes defumados e frutas como o abacate e o tomate. Além disso, o estresse, o consumo de álcool e a presença de doenças inflamatórias intestinais podem piorar o quadro, como destacado por Comas-Basté et al. (2020).
O diagnóstico da intolerância à histamina pode ser desafiador, uma vez que os sintomas são inespecíficos e podem se sobrepor a outras condições. No entanto, um bom ponto de partida é a avaliação dos níveis da enzima DAO no sangue e a observação dos sintomas após o consumo de alimentos ricos em histamina.
O tratamento geralmente envolve uma combinação de mudanças na dieta e o uso de suplementos de DAO, como apontado por Andrade (2021). Reduzir o consumo de alimentos ricos em histamina e adotar uma alimentação mais balanceada pode ajudar significativamente na melhora dos sintomas.
Além disso, Tuck et al. (2019) enfatizam a importância de tratar qualquer condição gastrointestinal subjacente, como inflamações ou infecções, que podem prejudicar a função da DAO e, consequentemente, agravar a intolerância à histamina.
A intolerância à histamina é uma condição real e pode ser bastante debilitante para quem sofre com seus sintomas. Embora o diagnóstico possa ser complicado, com a ajuda de um profissional de saúde qualificado e uma abordagem adequada à dieta, é possível gerenciar e melhorar a qualidade de vida. Se você suspeita que tem intolerância à histamina, procure um médico para uma avaliação completa e orientações personalizadas.
POR: Dra. Joise Wottrich
"O que a vida reserva pra ti?" É uma incerteza que aflige muitas de nós, mulheres, todos os dias. Com as milhões de possibilidades a serem exploradas, sempre há algo novo e diferente para viver.
Veja maisO microbioma da pele tem ganhado destaque nos cuidados dermatológicos, principalmente no contexto do rejuvenescimento. Ele é composto por uma complexa comunidade de microrganismos, incluindo bactérias, fungos e vírus, que vivem na superfície da pele e desempenham um papel crucial na sua saúde e aparência. Manter esse ecossistema equilibrado é essencial para garantir uma pele saudável, jovem e resistente aos sinais do envelhecimento.
Veja maisO procedimento é conhecido há muito tempo e segue sendo uma solução eficaz para a melhora do aspecto da pele, com resultados de longa duração.
Descubra mais sobre ele lendo o post!